terça-feira, 6 de abril de 2010

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da “ invisibilidade publica”. “Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível” Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social. O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são “seres invisíveis, sem nome”. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da “invisibilidade pública”, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada a divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: “Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência”, explica o pesquisador. O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. “Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. As vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão”, diz. Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silencio a defesa contra quem os ignora.

ele foi d+ com todo esse trabalho ... parabéns!!!

13 comentários:

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  2. Gostei muito, pois ele mostrou que todo trabalho é digno. E tem que ser preservado e ser mostrado pra qualquer pessoa ! ( Ítallo Mascarenhas )

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  3. com o texto podemos perceber o quanto a invisibilidade social está presente na nossa sociedade.
    (Bruno Rodrigues / Alan Kennedy)

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  4. ele fez um ótimo trabalho em reconhecimento as pessoas q parecem ser invisiveis diante da sociedade,onde ele pode sentir na pele todas as humilhações que essas pessoas passam no dia-dia

    Nome:luan bezerra e andreza pricila 1ºB

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  5. Muito legal esse trabalho que mostrou que vaias pessoas desprezam outras só por serem pessoas simples de classe baixa e etc (Amandha Dias)

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  6. O site ensina como devemos tratar as pessoas que estão ao nosso redor.

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  7. ele foi incrivel em aceitar trabalhar de gari e sentir na pele o sofrimento das desigualdade social.


    ass:jean e adriano do 1ano"B"

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  8. Nos achamos interessante porque ele sendo estudade de psicologia e se fingiu ser um gari para mostra um pouco da discriminaçao que ainda existe os " invisiveis " pessoa que convivemos e nao damos a minima para eles como porteiros ,faxineiros etc.

    by:palloma,helion,taiane,keyvila...........
    1Ano "B"........

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  9. Achamos interessante por que podemos notar que muitas vezes nós pensamos algo de pessoas sem nem mesmo conhecer.Tiramos conclusoes e nao percebemos que podemos estar errados.A maioria das vezes pelo simples fato de algumas pessoas mudarem de profissao que nao seja muito conhecida e de nivel alto ou medio,achamos um absurdo,sem pensar em nada agimos de forma com que diminua a nossa personalidade..Junior e Helio

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  12. Ele foi uma pessoa muito corajosa e muito educada, pois nao é todo mundo que se presta a fazer um papel desses, de se desfarçar de gari apenas para comprovar uma pesquisa,e em seu lugar outras pessoas nao teriam a mesma educação de ficarem calados com as humilhações ,outra pessoa em seu lugar ,armaria logo uma confusão e nao se deixariam ficar por tao baixo ao seus superiores.parabens para ele ,ele é um do poucos que sabem valorizar e respeitar o trabalho desses profissionais que deixam o nosso dia-a-dia mais limpo e mais bonito.

    Ass: Cicero Edmar Alves de Souza. 14 anos. 1 ano "b"
    E.E.F.M. Presidente Geisel.

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  13. leonardo_mengo@yahoo.com
    senha;leo88734598

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